Reflexão 7 - O HOMEM EM BUSCA DE DEUS

Ao longo da trajetória da humanidade, desde o início da civilização, o homem socializado empreende uma busca constante em direção ao crescimento espiritual utilizando, para isso, formas representativas de Deus, que, muito mais do que uma forma externa, é uma definição clara do ¨momentum¨ dessa busca.

Em Atlântida, base importante dessa história espiritual, a representatividade era definida pelo símbolo (fig. 1) de uma espiral no sentido horário interceptada por uma linha reta – um símbolo que se encontra na planta urbana da cidade. Muito mais do que um simples símbolo ele representa a consciência humana percorrendo a espiral em direção a ascensão em uma trajetória longa que oportuniza seus passos se tornarem cada mais seguros da direção a percorrer. Nos pontos onde essa trajetória é cortada pela linha reta, a consciência depara-se com a realidade física, para que perceba e entenda que valor e que visão essa realidade lhe traz – e diante disso, a necessária opção de continuar o caminho em direção ao conhecimento de si mesmo e da sua realidade espiritual ou escorrer pela linha da fisicalidade até o caminho abaixo ou até o inicio de tudo.

fig. 1

Esse símbolo representa a busca do Deus interno, aconchegado no âmago do ser, presente em cada segundo desse caminho, aguardando a chegada do homem, com passos firmes de certeza absoluta,na plenitude da Consciência Espiritual.

No Egito, a idéia de Deus passa a ter uma representação maior no externo do ser - onde adquire imagens e necessita de rituais de adoração para que a ação Divina emane do físico, alcance a Mente de Deus e retorne ao plano físico. O símbolo é, então, a cruz de Ansata (fig. 2) que integra a vida material e a espiritual, respectivamente, o braço reto e a alça da cruz – o corpo físico como parte totalmente integrada ao corpo espiritual, um proporcionando ao outro a possibilidade da compreensão, do crescimento e do entendimento. Através do físico, o homem aprende e prepara -se para a vida espiritual; e o espiritual nutre, desenvolve e ascende a criatura através da compreensão da sua finalidade física e da percepção da presença de Deus em todas as coisas que compõem essa realidade física.

fig. 2

Quando surge, com o desenho baseado nas cruzes da época das Cruzadas e se reafirma em torno de 1530, a cruz de Malta, com suas oito pontas significando as forças centrípetas do espírito, que o levamem direção ao centro, onde se encontra o âmago de Deus. Representando a integração do Deus interno e o Deus externo, mostra a fisicalidade do homem de braços abertos e a as oito pontas da cruz como a força espiritual que envolve essa fisicalidade mantendo-a unida pelo coração, através do Amor, ao centro da cruz.

fig. 3

Nos dias de hoje, diante do desenvolvimento da ciência, da tecnologia e da globalização na comunicação, Deus adquire um claro caminho como Ser integrante e integrado ao homem e a tudo que envolve o plano físico e espiritual, fazendo parte da vida cotidiana e tornando ao homem cada vez mais consciente do Amor Divino. A representação dessa integração concretizada na fig. 3, onde a base menor caracteriza o humano comum, que, diante da disseminação de informações espirituais e possibilidades de crescimento oferecidas nos dias atuais, chega a um caminho de amplas opções (base maior). A partir daí, o caminho a seguir é mais longo e seletivo, pois todos os passos têm de ser respaldados por uma escolha sincera, um desejo indubitável, uma meta clara e uma vontade ferrenha. Esse caminho individualizado em direção a ascensão espiritual, o ápice da figura, levará ao encontro total do homem com seu Criador – o Deus interno e externo vivenciado em toda a sua realidade etérea na Consciência Cósmica do homem.

fig. 4

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Fico feliz por você deixar sua opinião - ela é muito importante para mim!
Muita luz e amor
mirna