NASCER É ROMPER UM MUNDO

Sempre que algo ou alguém nasce é necessário romper um mundo, um universo, para só então adentrar a outro.

Assim como o homem rompe o universo aquoso do ventre da mãe para se projetar no mundo aéreo e físico da terra; assim como as aves rompem a casca do ovo para, enfim, respirarem em um mundo mais amplo...assim também as idéias, as criações, as invenções não são diferentes disso. Para se projetaram para fora do mundo mental necessitam romper um mundo de limitações impostas por nós mesmos, onde o ¨não¨, o ¨se¨e os ¨senão¨e o ¨serᨠsão dominantes... e para que elas nasçam, criem forma concreta
de expressão precisam romper essa parte de nós mesmos que geralmente está envolta em alguns medos e muito de comodismo. E isso causa dor... a dor da ansiedade por começar a trilhar caminhos incertos de nós mesmos, que não sabemos de que são feitos: se de terra boa e segura, se de grama familiar e macia, se de concreto frio mas sólido, se de nuvens etéreas e vulneráveis...

Apesar de que a própria vida é sempre um terreno desconhecido a ser desbravado, nos habituamos a criar pretensas formas de segurança, as vezes até inconscientes, inventando mundos segmentados ao nosso redor onde supostamente não perdemos o controle dos acontecimentos... e qualquer mudança se torna um movimento que envolve medo, insegurança, ansiedade, mesmo que estas sejam apenas originadas no instinto de conservação.


Toda mudança, para existir, se esboça, cria forma, vida, consistência no mundo interno e só então, quando se torna forte o suficiente e definida o bastante, rompe nossos vários pequenos mundos limitadores para se concretizar, nascer, no mundo físico de nossas vidas... e só assim ela é verdadeira e real.

Há que romper mundos, universos, formas, cores, céus, espaços para nascermos absolutos e inteiros em novas e cada vez menos limitantes vidas e percepções de nós mesmos.

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mirna