O reiki segundo o espiritismo 04

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Adilson Marques

Pergunta 03 – E os canalizadores que afirmam que foram seres de outros planetas, que foram extraterrestres que lhe transmitiram os símbolos e que os mesmos lhes falaram para não divulgá-los para qualquer pessoa, pois seria muito perigoso, transformando, assim, o símbolo em uma mercadoria cara e disputada, avidamente, pelos adeptos das seitas Nova Era? 

Resposta – Para aquele que paga, há sempre aquele que vende. O charlatanismo só existe porque ainda há pessoas que gostam de ser enganadas. Se o canalizador tem essa vontade de “canalizar” um símbolo que o possa tornar famoso, que dê para ele criar um novo sistema de Reiki e, além disso, ganhar dinheiro comercializando o símbolo, tudo isso fará com que ele atraia para o seu lado consciências desencarnadas zombeteiras ou mistificadoras. Não é ao acaso que vão aparecer seres de “altíssima” evolução espiritual, afirmando serem de outros planetas, com formas bizarras como lagartos e outros bichos, e vão transmitir ao “canalizador” símbolos com nomes apropriados para filmes de ficção científica e vão dizer, obviamente, para ele guardar o símbolo com muito cuidado. 

Vão dizer, para estimular a vaidade do médium, que são símbolos valiosos e que servem para curar câncer ou outras doenças que, se não podemos afirmar que são incuráveis, podemos garantir que, dependem, sobretudo, do merecimento do paciente. Sem a reforma íntima, tais enfermidades, que são as colheitas dos erros do passado, não são curadas. 

As toxinas astrais que as originam só podem ser drenadas a partir do Amor ou da Dor, quando são, então, drenadas para o corpo físico na forma de graves enfermidades. Por isso não importa se o símbolo foi transmitido por “Buda”, “dr. Lagarto”, “Saint-Germain”, “Jesus” ou outro espírito que diz ter vindo de Sírius ou de Júpiter... A toxina será drenada pelo suor do trabalho amoroso ou pela dor da expiação. 

E por que dizem que são símbolos valiosos? Porque servem para a mistificação, para estimular o orgulho e o egoísmo do médium invigilante que o canalizou. Jesus e São Francisco usaram algum símbolo para curar? Não. Eles usavam apenas o grande poder mental que possuíam e contavam com o amparo da espiritualidade superior. 

Pergunta 04 - Mas por que ao mentalizarmos um dos símbolos do Reiki, automaticamente, sentimos a energia fluindo e se dirigindo para o paciente? Esse fenômeno sensorial não seria um indício de que os símbolos funcionam? 

Resposta – Em nenhum momento falamos que os símbolos não funcionam. O que estamos comentando é que não há necessidade de “sintonização” como vocês fazem nos cursos de Reiki, com tantos apetrechos esotéricos e rituais. No fundo, será sempre a vontade, o pensamento e o amor que estão agindo na movimentação da energia. A vontade, o pensamento e o amor antecedem o desenho do símbolo. 

Vamos esclarecer como funciona a comunicação entre o espírito (mente) e o cérebro. Em primeiro lugar, vocês devem saber que o ser humano não pensa através de palavras. E, para se transmitir uma idéia, o ser humano necessita converter o seu pensamento em um sistema de códigos. Este sistema pode ser na forma de sinais ou imagens simbólicas, como no caso do Reiki e de tantas outras práticas orientais, ou na forma de palavras, que também são símbolos. 

Em qualquer um dos casos, para funcionar, é necessária a decodificação, ou seja, a interpretação da mensagem. É por isso que a pessoa que não conheça o símbolo e não saiba para que o mesmo funciona, não vai sentir nada, não vai enviar energia. Ele não tem ainda a chave para decodificar a mensagem. Seu cérebro e seu subconsciente não sabem decodificar o símbolo. Ao contrário, o “iniciado” vai movimentar sua energia vital, sua bioenergia, porque associou ao símbolo, à imagem gráfica, uma função. Ou seja, ele sabe que ao desenhar um determinado símbolo ele deve dar um comando inconsciente para o seu duplo-etéreo liberar a energia. Ele está substituindo a palavra por um outro símbolo, por uma imagem.

Pode acontecer também da pessoa já ter entrado em contato com aquele símbolo em outra encarnação. Daí, apesar de não se lembrar, ele está gravado em seu perispírito. Assim, mesmo sem ter passado por um ritual iniciático, a energia será liberada quando desenhar o símbolo, pois sua mente inconsciente ou seu subconsciente aprendeu, no passado, como decodificar a mensagem. 

Agora, mesmo o iniciado no Reiki, que passou pelo “ritual iniciático”, que aprendeu os infinitos sistemas de Reiki, mas que desenha os símbolos sem se concentrar e sem vontade, não irá manipular nenhuma energia. Nada irá acontecer. 

A criação de símbolos é uma forma de codificação. E como o ser humano ainda não é capaz de viver sem símbolos para se comunicar, eles são muito úteis. E qualquer um pode criar um símbolo e, se for do tipo malandro, correrá para patentear e inventar uma história bem mistificadora para ganhar um bom dinheiro com o seu símbolo “sagrado”. 

Como já salientamos, no Oriente, esta sabedoria de como a comunicação funciona é milenar. E o homem ocidental descobriu isso, recentemente. Não se diz que uma imagem vale mais do que mil palavras? A decodificação de uma mensagem através de imagens costuma ser muito mais fácil e universal do que através de palavras.

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Pergunta 05 – Então é possível criar novos símbolos e atribuir a eles novas funções? 

Resposta – Obviamente. Desenhe uma imagem e atribua, mentalmente, que ao desenhá-la você emitirá energia para os pés de uma pessoa. Sempre que você se concentrar e mentalizar aquela imagem, seu inconsciente fará o trabalho restante. Ou seja, sua vontade de enviar energia para os pés será a alavanca necessária para o seu duplo-etéreo liberar a energia. Porém, não é muito mais fácil você pensar em enviar energia para os pés, para o peito ou para qualquer outra parte do corpo da pessoa do que ficar pensando em criar um sinal gráfico? O homem pré-histórico precisava desenhar um animal na parede e, com sua lança, “ferir” o animal desenhado para facilitar a caça. Agindo dessa forma, acreditava que seria muito mais fácil caçar e, realmente, era. Ele estava canalizando energia para alcançar aquele objetivo. É por isso que o mais importante é o ensinamento moral que cada símbolo do Reiki possui e não sua forma, seu desenho. 

Pergunta 06 – Mas, da mesma forma que algumas pessoas só conseguem orar se estiverem diante de uma imagem de santo, não há aquelas que só acreditarão que enviam energia se desenharem um símbolo? Ou que só através de uma “sintonização” bem cara e ritualizada que obterão tal poder de auxiliar o próximo? 

Resposta – Existem sim. Foi por isso que dissemos que, enquanto existir quem paga, existirá que venda. Os charlatões estão por toda parte para ludibriar aquele que não tem conhecimento. Por isso, a cada dia, surgem símbolos milagrosos e cada vez mais caros. Se no passado o ser humano comprava indulgências para se livrar do purgatório, hoje se compra símbolos de Reiki para tudo, de um resfriado até a cura do câncer. É mais fácil o ser humano acreditar em milagres desse tipo do que na existência do espírito, da vida após a morte e da reencarnação. É mais fácil pagar por um símbolo do que procurar se transformar interiormente, mudando o pensamento, os sentimentos e as atitudes doentias. Não há problema nenhum em se ter símbolos, o problema está na mistificação que se criou em torno deles. P

Pergunta 07 – Pelo exposto acima, podemos inferir que não há diferença entre o Reiki e o passe espírita? 

Resposta – O nome Reiki se popularizou na segunda metade do século vinte. Hoje ele é uma realidade mundial. Não dá para desprezá-lo ou ignorá-lo. É uma variação metódica do que poderíamos chamar de Fluidoterapia. E como vocês necessitam de nomes, poderiam chamar todas as técnicas conhecidas, como o Passe espírita, o Johrey, da Igreja Messiânica, a Cura Prânica dos filipinos etc. como Fluidoterapia. 

A Fluidoterapia nasceu, na Terra, com os primeiros capelianos exilados. Gradativamente, eles foram redescobrindo a forma de manipular a energia cósmica para a cura. E, em cada local, como já dissemos, inventaram rituais e exterioridades para fazer a manipulação energética que, no fundo, funcionará sempre através dos três condicionamentos já apresentados: pensamento, vontade e amor. 

Se não há diferença no tipo de energia, há diferença no procedimento. Muitas casas kardecistas fazem o “passe de cura”, que seria um passe mais demorado, em uma sala diferenciada, com o paciente deitado em uma maca. O “passe de cura” funciona como o Reiki, porém, sem símbolos, músicas ou aromas.

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Pergunta 08 - Então os símbolos do Reiki não são necessários para se enviar energia? Os mestres ensinam que sem o símbolo hon-sha-ze-sho-nen não é possível enviar energia a distancia... 

Resposta - Para se enviar energia não é necessário símbolos, nem para a pessoa presente à sessão ou a distância. É a nossa mente que faz a ligação com o enfermo, esteja ele onde estiver. O símbolo é importante porque traduz ensinamentos morais que ainda são válidos, aliás, muitíssimo válidos para o mundo de hoje. 

Vocês precisam se lembrar que, no passado remoto, no Oriente, para se transmitir ensinamentos, os verdadeiros mestres usavam símbolos, muitos desenhados em folhas de palma. O símbolo era um elemento mnemotécnico. É por isso que os livros sagrados do Oriente falam na existência de centenas de símbolos. Assim, um discípulo que era preparado para trabalhar com cura, tinha o seu símbolo próprio. Aquele que manifestava a mediunidade psicofônica tinha também o seu símbolo. Aquele que seria uma espécie de hipnotizador, preparado para fazer regressão ou projeção astral, tinha outro, aquele que estava desenvolvendo a psicometria também... E assim por diante. 

Em algumas escolas iniciáticas, conforme o grau de aperfeiçoamento moral11 do discípulo, ele recebia um novo símbolo para identificar o estágio em que se encontrava. Na verdade, esse método “serial” continua até hoje. Ninguém chega até a Universidade se não passar pelos ciclos anteriores de instrução. E o que são os diplomas? Apenas o símbolo que identifica o grau de “conhecimento” de cada pessoa. O diploma ou certificado cria uma hierarquia. Esse era o papel de muitos símbolos. 

Pergunta 09 – Então, como pensar a informação transmitida por diversos mestres de Reiki de que no Universo há um estoque de energia que somente os iniciados no Reiki podem acessá-lo através dos símbolos? 

Resposta - Pura mistificação. Seja essa idéia criada pela mente do “mestre” encarnado ou de algum espírito mistificador. 

Pergunta 10 – Nesse sentido, se o símbolo não tem essa força toda apregoada nos cursos de Reiki, a informação de que qualquer pessoa pode canalizar a energia cósmica, desde que pague pela sintonização é uma grande mentira? 

Resposta - Todos nós temos energia para doar, uns mais outros menos. Aqueles que têm mais bioenergia são os chamados “médiuns de cura”. São estes que se comprometeram, antes de encarnar, em doar essa energia, em auxiliar a espiritualidade no socorro. Não foi ao acaso que possuem um sistema nervoso diferente, propício para liberar ectoplasma. 

Assim, não importa se, na Terra, ele se enveredou pelo caminho do Reiki, do passe, do Johrey ou outro nome qualquer. O médium de cura não precisa ser iniciado no Reiki porque ele já tem energia suficiente para doar e se não o fizer, sofrerá as conseqüências em seu próprio organismo. O que ele precisa é aprender a doar essa energia de forma racional. Saber os locais adequados, e como proceder, antes, durante e depois da sessão. Não é desenhando símbolos em paredes, na palma da mão que ele estará agindo corretamente.

A pessoa que não tem energia para doar, poderá fazer várias sintonizações, com diferentes “mestres”, e nunca sentirá nada. E vai sair dizendo que tudo não passou de charlatanismo ou que determinado “mestre” não o sintonizou direito. 

No fundo ele não era um trabalhador para a espiritualidade. Ele não tem energia ou o comprometimento para doar sua energia em trabalhos socorristas. 

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Pergunta 11 – E como saber se a pessoa é ou não médium de cura? 

Resposta – O universo sempre conspirará ao seu favor, ou seja, ele será lembrado de seu comprometimento de alguma forma. Aqueles que vão, naturalmente, pelo Amor pouparão tempo. Assim, inconscientemente, todos sabem qual é o seu grau de comprometimento. E todos, também, serão levados para uma das diferentes técnicas, justamente, para aquela que melhor se adapte, tenha ela símbolos ou não. Mas o importante é que ele se conscientize que deve ser sempre um doador desinteressado, para que melhor possa saldar suas dívidas pretéritas. 

Pergunta 12 – Se a pessoa se comprometeu a doar energia e cobra por ela, o que acontece quando desencarna? 

Resposta – É muito comum os “médiuns de cura” falharem. O egoísmo, o orgulho, a vaidade costumam comprometer uma encarnação. E aquele que cobra ao invés de doar sua energia, ao desencarnar irá tomar consciência que já recebeu na Terra o que estava previsto para ele no plano espiritual. Ou seja, tomará consciência de que sua dívida pretérita continua do mesmo tamanho, se não aumentou ainda mais. 

Outros podem, devido à dor moral, que é muito mais sofrível que a dor física, entrar em um estado de sofrimento similar aos descritos por autores que escrevem sobre os Vales dos Suicidas. No fundo, cometeram também um suicídio, pois desperdiçaram mais uma encarnação retificadora. 

Pergunta 13 – Temos a impressão que o movimento comercial em torno do Reiki é mais forte nos EUA. Na Europa há um movimento chamado de Free Reiki que defende a difusão gratuita do Reiki... 

Resposta - Não é á toa que os umbrais mais horríveis também são nos EUA. Não é à toa, também, que os textos psicografados ou canalizados, como se diz por lá, mais absurdos também são produzidos nos EUA. Vocês não se divertiram, recentemente, lendo um texto canalizado de um espírito-lagarto? 

Pergunta 14 – Hoje em dia, a maioria das casas que trabalham com o Reiki cobram. Pouquíssimas realizam o trabalho como o da ONG. O que acontece com as casas que cobram para aplicar reiki? O paciente não é auxiliado? 

Resposta – Em primeiro lugar quem disse que são poucas casas que fazem Reiki de graça? Não se sintam orgulhosos. Há muitos locais fazendo um trabalho caritativo com o Reiki, e sem alarde. 

Em relação à pergunta, tudo dependerá do grau de compreensão da pessoa e do seu merecimento, tanto do reikiano como do paciente. Por exemplo, aquele que fez o curso de Reiki e aprendeu que deve cobrar, está seguindo uma orientação que lhe foi transmitida. O seu mestre é muito mais culpado do que ele. O mestre é o responsável pelo que o seu discípulo faz. Se este erra, a culpa é maior do primeiro. 

E, da mesma forma que um fiel que procura uma igreja, cujo pastor só esta preocupado em arrecadar dinheiro, será auxiliado pela espiritualidade socorrista, no Reiki acontecerá o mesmo. Se o paciente pagou ou não, não importará. Se ele tiver merecimento, terá o auxílio necessário. O problema esta para o reikiano, pois não saldou parte de sua divida anterior. Não poderá cobrar depois, pois já recebeu o que lhe era de direito.

Pergunta 15 - E no caso do reikiano também ser viciado em carne vermelha, fumar, gostar de tomar suas bebidas alcoólicas nos dias de atendimento. Como se divulga nos cursos de Reiki que a energia do terapeuta não interfere no processo, tais práticas não vão prejudicar ainda mais o enfermo? 

Resposta - A resposta é a mesma. Se o paciente tiver merecimento, a espiritualidade irá isolar a energia do terapeuta e irá buscar em outra fonte a energia necessária para realizar o socorro ao paciente. Porém, se este não merecer, a espiritualidade deixará ele receber aquela carga de energia deletéria que poderá deixá-lo muito pior do que quando lá entrou.

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Pergunta 16 – Este envolvimento da espiritualidade nos tratamentos com o Reiki, é um assunto polêmico. Quando lançamos o nosso primeiro livro sobre o tema, uma livraria esotérica encomendou 50 exemplares do livro. Em seguida, todos foram devolvidos com o argumento de que não se tratava de um livro sobre Reiki, mas que era um livro “espírita”. Ao mesmo tempo, as distribuidoras de livros espíritas não quiseram comercializá-lo, com o argumento que Reiki não é espiritismo. Como pensar esse paradoxo? 

Resposta - É um exemplo do grau de compreensão em que se encontra a humanidade. Kardec afirmou que espírita é aquele que acredita na manifestação dos espíritos. Os esotéricos também acreditam e, nesse aspecto, eles também são espíritas. O problema é a industria Nova Era que não aceita nada, gratuitamente. Ela vive do comércio espiritual. O livro traz uma mentalidade nova, que causa um choque e fere seus interesses. 

Como a mentalidade humana ainda é “cartesiana”, fragmentando o mundo em partes, e como cada escola espiritualista quer dominar o seu pedacinho e não aceitar nada que possa sair de seu controle. E o medo ao novo leva ao fanatismo. 

O livro que você escreveu não é perfeito, tem falhas de interpretação que devem ser corrigidas em futuras edições e tem informações que foram pedidas para não serem tornadas públicas. Apesar disso, é um bom livro. Esclarece o papel da espiritualidade e enfatiza o porquê da gratuidade no ensinamento e na aplicação do Reiki. 

Pessoas de mente universalista, acima das picuinhas doutrinárias, compreenderão o livro. Outras não. Cada coisa em seu tempo. Se o livro não chega até o leitor por uma via, procurem uma outra. Usem a internet para divulgá-lo. 

Pergunta 17 – Voltado ao Reiki, quais são os cuidados que se devem ter antes, durante e após cada sessão? 

Resposta – Antes de cada sessão é importante se concentrar por alguns minutos, relaxar e fazer uma prece pedindo a presença e a proteção da espiritualidade médica que trabalha na casa. Pode-se deixar um copo de água para o atendente e para o paciente beber, após a sessão. 

Durante a sessão, o mais importante é manter o pensamento elevado e a concentração mental. Daí ser inadequado trabalhar em locais onde as pessoas ficam conversando, vendo TV. Algumas pessoas conseguem até fumar enquanto enviam energia. Isto é o cúmulo do absurdo, nesta divulgação mercadológica do Reiki. 

É importante permanecer concentrado e com o pensamento elevado para melhorar a qualidade e a intensidade da energia enviada para o paciente. Muitas pessoas se preocupam em desenhar corretamente o símbolo e depois ficam todo o tempo contando os minutos que faltam para acabar a sessão, ou pensando em problemas cotidianos. Essa não é a pessoa adequada para auxiliar a espiritualidade em uma sessão de Reiki. 

Após a sessão, tanto o terapeuta quanto o paciente podem, mentalmente, fazer uma prece de agradecimento e tomar a água. O atendente deve deixar um intervalo de pelo menos quinze minutos entre uma sessão e outra. E, sempre que possível, entrar em contato com a natureza para absorver saudáveis glóbulos de vitalidade e fazer um lanche leve. Além disso, no dia de atendimento, nunca se alimentar com carne, e se abster do consumo de cigarro e bebidas alcoólicas. 

Pergunta 18 – Se tudo isso é necessário, então o reikiano não é um simples canal para a energia cósmica? 

Resposta – Não adianta a água ser limpa se o cano por onde ela irá circular se mantiver sujo, contaminado. A sujeira do cano poluirá a água. E se apenas a energia cósmica fosse necessária no socorro, a espiritualidade não necessitaria do auxilio dos encarnados. É preciso a energia vital dos encarnados, do ectoplasma. Sem este não há como auxiliar os enfermos. É claro que, quanto mais amor envolvido no ato, mas energia cósmica e apoio espiritual o reikiano vai receber. Porém, é a energia que hoje vocês chamam de energia zôo que nós precisamos para fazer remédios e os instrumentos utilizados durante a sessão.

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Pergunta 19 - É importante nos cursos enfatizar que o trabalho principal é feito pela espiritualidade socorrista? Que o atendente é apenas um instrumento doador de ectoplasma? Falar em reencarnação? Isso não pode afastar a pessoa que tem medo de espírito? Algumas pessoas que conhecem tal fato afirmam que nem tudo o paciente deve saber, caso contrário diminuiria o número de pessoas procurando por auxílio. 

Resposta – A pessoa que tem medo de espíritos tem medo de si própria. Todos nós somos espíritos, só que uns estão encarnados e outros são incorpóreos. Se a preocupação de vocês for ganhar dinheiro ensinando o Reiki, então omitam a existência dos espíritos, falem que o Reiki cura todos os problemas, inclusive os morais e cármicos. Porém, se vocês querem saldar suas dívidas, querem ajudar o mundo a se tornar mais esclarecido, tanto do ponto de vista intelectual e moral, se desejam purificar sua alma eterna, ensinem a verdade. Falem da reforma íntima sem a qual nenhuma cura acontece. Não importa se vocês terão cem ou cinco alunos. O mais importante é a qualidade do que se ensina. 

E as pessoas que falam que se deve omitir a verdade, será que falam isso porque querem ajudar o próximo, ou será que estão com medo de perder um cliente? Vocês não devem se esquecer que, quanto maior o conhecimento, maior a responsabilidade. Se você já tem certeza que o Reiki é um trabalho espiritual e mesmo assim omite tal informação, com a justificativa que está ajudando a pessoa, analise, realmente, o seu verdadeiro interesse. Muitas escolas iniciáticas só ensinavam os mistérios da reencarnação para os discípulos mais evoluídos, pois uma verdade mal ensinada ou compreendida pode causar mais mal do que bem. Por isso, omitir certas informações pode ser útil, em alguns casos. Mas omitir não é mentir. E se a omissão for por interesses comerciais, as consequências serão ainda mais graves. Existem reikianos que enxergam a ação dos espíritos, pois são videntes, e mesmo assim ensinam que não há a participação dos espíritos, e que a energia é inteligente e capaz de curar, de forma milagrosa, todas as doenças. E, para complicar, ainda cobram pela sessão. Eu não gostaria de estar na “alma” desse reikiano. 

Pergunta 20 – Então o Reiki não faz milagres, como muitos apregoam? Sem a transformação interior ele é ineficaz? 

Resposta - Com certeza. Tanto o paciente necessita se conscientizar da realidade espiritual, assumindo sua obrigação de se transformar interiormente para merecer a cura, como o atendente para emitir fluidos cada vez mais salutares. O reikiano não cura ninguém, e nem mesmo a espiritualidade. É o enfermo que faz por merecer a cura. A espiritualidade sabe como tirar o câncer do pulmão de um fumante inveterado, mas se, em um passe de mágica, o câncer for retirado, tal pessoa aprenderá que o cigarro é nocivo? Se ele precisa aprender pela Dor, será pela Dor que aprenderá. Por isso procurem sempre enxugar o carma de vocês com o Amor, com a mudança de atitudes, de pensamentos e sentimentos. Com a doação desinteressada de energia. Mas nunca prometam a cura, para nenhuma enfermidade. 

Pergunta 21 – Uma dúvida que sempre surge quando se ensina o Reiki está na divisão dos diferentes corpos sutis. Devemos seguir a tradição oriental que trabalha com a divisão em sete corpos ou com a divisão trina de Kardec em corpo físico, perispírito e espírito? 

Resposta - Depende do público. Ambos os sistemas são corretos. Mostrem os dois sistemas. Um não é, necessariamente, contrário ao outro. Eles não são excludentes. Se for um público majoritariamente kardecista, fale apenas dos três corpos, não entrem em polêmica estéril. E se for um público que possui noções mais amplas sobre os corpos sutis, pode falar na divisão oriental em sete. 

Os dois sistemas são corretos, tudo depende do ponto de vista do observador. E esta informação não fará diferença para o atendimento do paciente necessitado de energia. Este não se importa se o seu corpo fluídico será chamado de perispírito ou de corpo astral. Aliás, muitos pacientes estão mais preocupados com problemas do corpo físico. Eles precisam ser despertados para a realidade dos corpos mais sutis.